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Data: 27 de agosto de 2008
Pronunciamento em homenagem à Minasgás
Com o compromisso de destacar as boas coisas de Pernambuco, a Assembléia homenageia hoje um exemplo entre nós. Um sucesso que não surgiu do acaso e que se firmou na base de muito trabalho, dedicação e compromisso com o nosso progresso econômico e social.
Falamos da Minasgás, uma empresa que está completando 10 anos de funcionamento no Porto de Suape, que já tem seu nome conhecido em todo o nosso território e já conseguiu se vincular a uma das nossas mais gratificantes tradições que é o esporte.
Motivos não faltam para celebrar uma década da presença da Minasgás entre nós.
A empresa instalou aqui sua base de operações para quatro estados nordestinos, gera 200 empregos diretos – três vezes mais do que acontecia quando foi inaugurada em 14 de julho de 1998 – e mantém uma extensa e treinada rede de distribuidores que levam o seu produto, o Gás LP, a mais de 2 milhões de pessoas.
A geração de empregos em uma região como o Nordeste e em um estado como Pernambuco é alvissareira e deve ser enaltecida.
A Minasgás, porém, foi bem mais além. Transformou-se no que se chama nos nossos estádios de futebol de "o gás de todas as torcidas", pela ousadia de patrocinar de uma só vez os nossos três principais times de futebol, o Sport, o Náutico e o Santa Cruz.
Todos nós aqui presentes, com honrosas exceções, torcemos por um desses clubes de forma que, certamente, em cada um dos que aqui se encontram há um agradecimento a esta empresa por estar nos ajudando a continuar acreditando nos nossos clubes e nas suas conquistas atuais e futuras.
Dificilmente uma empresa de pernambucanos seria capaz de encarar esta façanha já que cada uma delas tem entre seus dirigentes pessoas que torcem por um desses clubes e nós sabemos como é grande a rivalidade entre as torcidas, impedindo que se chegue a um consenso, mesmo que no mais restrito dos recintos.
A rivalidade que permeia o poder executivo, traspassa o legislativo e deságua no judiciário já produziu histórias tragicômicas como a de um torcedor do Sport que venceu o sorteio de um automóvel promovido pelo Náutico, mas declarou à imprensa que torcia pelo Sport e precisou ir à justiça e percorrer todas as instâncias para ganhar o direito de receber o carro alvirrubro. Uma hora um torcedor do Sport lhe dava uma ajudazinha fazendo o processo andar, em outra um alvirrubro fanático conseguia procrastinar o processo a perder de vista. Passaram-se mais de dois anos e só esta semana a Justiça deu ganho de causa ao torcedor.
Além do apoio aos clubes, a Minasgás vem promovendo projetos de inclusão e conscientização social e ambiental e de incentivo à educação e à cultura, como é o caso do patrocínio para diversas manifestações culturais do estado. O seu projeto Mais Energia faz a conscientização alimentar, ajudando pessoas carentes a melhor aproveitar os alimentos em sua totalidade com o uso também das sementes, cascas, talos e folhas, de alto valor nutritivo, e, normalmente, desperdiçadas. Quem anda na periferia do Recife e de outras cidades percebe o significado dessa iniciativa.
Em termos econômicos é necessário ressaltar a grande injeção de recursos da empresa na economia pernambucana. Os investimentos totais ultrapassam os R$ 50 milhões para um faturamento anual de R$ 110 milhões dos quais R$ 20 milhões voltam ao controle da população através do pagamento de impostos como ISS e ICMS.
Minasgás, como o nome bem posiciona, lembra Minas Gerais, onde a empresa nasceu, mas tem a ver também com a história do Brasil e de sua vertente pernambucana.
Na verdade, o gás LP começou a ser utilizado no Brasil após a trágica explosão nos céus da Europa do dirigível Hindenburg, da Alemanha, em maio de 1937. Na época a desconfiança nesse meio de transporte levou ao cancelamento das rotas comerciais que ligavam o Rio de Janeiro à Alemanha, passando pelo Recife, onde tínhamos e ainda conservamos a torre do Jiquiá, de atracação dos dirigíveis que chamávamos de Zepellins. Com o fim das rotas seis mil cilindros de gás estocados no Brasil para servir a esses dirigíveis foram postos à venda pela companhia Graf Zepellin.
O estoque acabou sendo comercializado como combustível de fogões e aquecedores em alternativa ao carvão vegetal e ao querosene usados tradicionalmente. Começou então deste acidente de percurso o uso do gás LP como gás de consumo doméstico em nosso país.
Devido à sua qualidade superior – alto poder calórico e quase nenhuma poluição – o consumo cresceu vertiginosamente. Para se ter uma idéia do que isso representou nos costumes de então, em 1939 foram consumidas 30 toneladas de gás LP e, em 1949, dez anos depois, já tínhamos chegado às 100 mil toneladas. Em 1954, o Brasil passa a fabricar o gás na refinaria de Mataripe, na Bahia, deixando de importá-lo dos Estados Unidos, o que aumentou ainda mais a euforia e o consumo do produto.
Foi nesse esteio que a Minasgás surgiu, inicialmente, como empresa de comercialização de fogões, botijões e de fornecimento de assistência técnica.
Dois anos depois de fundada a loja mineira já espalhava filiais no Rio de Janeiro e em Brasília e inaugurou o seu primeiro parque engarrafador em Contagem. Daí em diante cresceu mais construindo 16 parques industriais, mais de 30 filiais administrativas e 12 mil postos de venda estrategicamente localizados.
Em 1995, a empresa associou-se à companhia holandesa SHV Gás, líder mundial dos grupos privados de distribuição do Gás LP e que opera em 24 países de três continentes. Hoje a Minasgás é a segunda maior companhia nacional do setor. Tornou-se multinacional, mas continua brasileira e pernambucana.
Em nosso estado, além de distribuidora residencial, a Minasgás é líder do mercado de distribuição de Gás LP para o setor empresarial, respondendo por 40% do fornecimento do produto para a indústria, o comércio e o agronegócio.
Ao fazer dez anos entre nós e por tudo que aqui foi dito, a Minasgás recebe o reconhecimento desta casa, através de projeto aprovado pela unanimidade dos colegas deputados estaduais e esperamos que continue crescendo, gerando mais emprego e renda e incentivando as atividades educacionais, culturais e desportivas que tanto podem contribuir para que nosso estado fique cada vez melhor.
Muito Obrigada
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