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Data: 26 de junho de 2007
Pronunciamento da deputada Terezinha Nunes sobre discriminação
política no São João Pernambuco
assistiu nestas festas juninas a maior discriminação
política de que se tem notícia nesse período.
Como está registrado hoje no Jornal do Commercio, em
entrevista do prefeito Joaquim Neto, o município de
Gravatá que faz, sem sombra de dúvida, uma das
mais expressivas festas de São João do estado,
só perdendo para Caruaru, foi claramente discriminado
pela Fundarpe na repartição dos recursos do
Governo.
Administrado por um prefeito de oposição, filiado
ao PSDB, o município foi retaliado de forma vergonhosa.
Gravatá não faz São João apenas
para seus habitantes. Nesta época chegam a passar pelo
município quase 1 milhão de pessoas de todo
o Estado, de outros Estados brasileiros e do exterior. Quem
lá esteve viu isso de perto. Hotéis lotados,
restaurantes e bares, muito emprego gerado e apenas dois patrocinadores:
a Prefeitura, que não pode sozinha arcar com a expressiva
infra-estrutura necessária para que tudo funcione a
contento, e a iniciativa privada.
Procurado, o Governo do Estado, através da Fundarpe,
se limitou a oferecer ao município R$ 50 mil. Com galhardia,
o prefeito recusou a esmola, como forma de protesto e de altivez
política. Será esta a maneira socialista de
governar? Alguns poderão dizer que em Caruaru, governada
pelo prefeito Tony Gel, de oposição, o Governo
destinou R$ 500 mil. Ora, seria um escândalo se assim
não o fizesse, até porque o vice-governador
é de Caruaru e expressivos políticos da cidade
apóiam o Governo.
E, diga-se de passagem, que o governador chegou a realizar
um ato público para liberar os recursos para Caruaru,
quando eles foram iguais aos liberados no ano passado e em
anos anteriores, como merece Caruaru e merece Gravatá
que, também no ano passado foi o segundo município
mais beneficiado com recursos do estado para o São
João, recebendo R$ 120 mil.
Mas, caros colegas, a discriminação a Gravatá
não se pode medir apenas comparando o que foi oferecido
ao município, em relação a Caruaru, mas
também a outros municípios que não são
conhecidos por abrigar festas da dimensão da gravataense.
Informações que recebemos de funcionários
da Fundarpe, confirmadas junto a secretários municipais
de turismo, dão conta de que os municípios do
Cabo, Paulista, Catende e Itapissuma, administrados por prefeitos
que apóiam o Governo, receberam cada um R$ 150 mil,
Salgueiro – R$100 mil, Nazaré da Mata recebeu
R$ 80 mil, Vitória – R$ 80 mil, Custódia
– R$ 60 mil.
Essa postura da Fundarpe, que, felizmente, não se
repetiu em órgãos como a Secretaria da Defesa
Social e a EMTU, ambos presentes no São João
de Gravatá e que tiveram suas contribuições
registradas e elogiadas pela Prefeitura durante a festa, não
é de hoje.
No Carnaval deste ano, tivemos oportunidade de denunciar
que prefeitos de oposição como os de Moreno
e Gravatá não receberam qualquer atenção
oficial para suas festas, quando blocos de políticos
situacionistas foram patrocinados com recursos do estado.
Na Semana Santa, em Gravatá, a Fundarpe destinou R$
20 mil para uma festa particular realizada na Vila da Serra,
uma casa de shows, que cobrou caro a entrada para quem desejasse
ver atrações como a cantora baiana Ivete Sangalo.
Mas o pior foram as explicações dadas pela
presidente da Fundarpe ao Jornal do Commércio de hoje,
respondendo a indagações dos jornalistas. Ela
não só confirmou o que o prefeito Joaquim Neto
denunciou, o que demonstra que o prefeito falou com certeza
do que estava dizendo, como disse que a distribuição
dos recursos obedeceu “a um estudo das festas em cada
local, feito pela minha equipe”.
E agora é o caso de perguntar: que estudo foi esse?
Quais os critérios utilizados? Quem, de sã consciência,
vai acreditar em um estudo que aponta, de acordo com os recursos
liberados, que municípios como Cabo, Paulista e Catende,
sobretudo Catende, fazem um São João três
vezes mais expressivo que o de Gravatá?
Algo está errado nisso tudo. Inclusive a falta de
razões convincentes por parte da Fundarpe. Imagino
a aflição vivida pela presidente Luciana Azevedo
para tentar explicar o inexplicável. Exatamente ela
que esteve recentemente na Assembléia anunciando um
projeto para área de cultura que, segundo informou,
revolucionaria o tratamento dado ao setor. E eu pergunto:
que revolução é essa? Será a da
escamoteação e do compadrio?
Sr. presidente, estamos encaminhando à mesa pedido
de informações à presidente da Fundarpe
para tentar por, em pratos limpos, toda essa questão.
Desejamos ter uma cópia do estudo técnico realizado
pela Fundarpe que redundou na distribuição das
verbas do São João entre os municípios.
Também estamos solicitando que a Fundarpe informe quais
os 89 municípios que receberam verbas para as festas
juninas e quanto foi destinado a cada um.
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