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Data: 06 de junho de 2007
Pronunciamento sobre criação da Região
Metropolitana de Petrolina
Caros(as) Deputados(as),
Venho na tribuna esta tarde para propor a indicação
ao Governo do Estado para que, através da Agência
Condepe/Fidem e ouvindo os municípios atingidos, seja
estudada a possibilidade de transformar a Microrregião
de Petrolina na terceira Região Metropolitana do Estado,
seguindo-se a de Caruaru.
Pela grande distância da capital e dos demais centros
urbanos de expressão no Nordeste, por congregar municípios
de economia ascendente e harmônica em torno do pólo
frutivinícola, pela necessidade crescente de obras
de infra-estrutura, pela expressiva população
que possui, pelo desenvolvimento da cultura, do ensino, da
área de saúde e do comércio e serviços,
a Microrregião de Petrolina está pronta para
assumir seu próprio destino e adquirir mais independência
na decisão sobre os investimentos públicos necessários
ao seu desenvolvimento.
A Região congrega 8 municípios – Petrolina,
Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa
Vista, Orocó, Cabrobó e Terra Nova – ocupa
15% do território do Estado com população
estimada em 30 mil habitantes. Entre os anos de 1999 e 2004,
apresentou uma taxa de crescimento de 8,48%, assumindo o primeiro
lugar em expansão econômica das demais regiões
de desenvolvimento do Estado, incluindo a Região Metropolitana
do Recife, que cresceu 2,72%, no mesmo período.
Na economia da microrregião, destacam-se a fruticultura,
horticultura e floricultura e, na agroindústria, a
vitivinicultura, com produção de vinhos finos
de mesa, conhecidos nacional e internacionalmente. Detém
15% do mercado nacional de produtos vitivinícolas,
sendo a única região do mundo a colher duas
safras de uva por ano.
Além disso, a microrregião é um dos
principais produtores de frutas do país, sendo responsável
por 30% das exportações brasileiras nessa área.
Destaca-se como produtora de manga (a maior do país),
côco-da-baia (3º do país) banana (10º
lugar), laranja, maracujá, melancia, melão,
entre outras.
A agropecuária também tem destaque com o município
de Cabrobó responsável por 60% da produção
de arroz e 17% da produção de cebola do Estado.
A caprinocultura e a bovinocultura são exploradas com
destaque para Petrolina e Dormentes, maiores produtores de
ovinos do Estado. A bovinocultura é uma atividade direcionada
para a produção de derivados do leite, principalmente
doce-de-leite, nos municípios de Afrânio e Dormentes,
que também produzem de forma destacada iogurte.
A dinâmica econômica da microrregião tem
favorecido o desenvolvimento de outras cadeias produtivas,
a exemplo do terciário moderno: serviços médicos
e jurídicos, turismo de negócios e ensino técnico
e superior. No referente aos serviços de saúde
e educação, existem 14 hospitais e 578 leitos
atendendo a região e quase 300 estabelecimentos educacionais
perfazendo um total de 127.000 alunos matriculados. É
a única região fora da Metropolitana que possui
uma unidade da Universidade Federal, a UNIVASF – Universidade
Federal do vale do São Francisco, com sede na cidade
de Petrolina e voltada para o desenvolvimento regional e contando
com mais de 13 cursos de graduação e pós-graduação.
A principal cidade da microrregião é Petrolina
responsável por 70% do PIB da região. Encontra-se
eqüidistante das mais importantes regiões metropolitanas
do Nordeste (aproximadamente 800km) – Recife, Fortaleza
e Salvador – trazendo vantagens logísticas e
trocas comerciais através do seu aeroporto Senador
Nilo Coelho. Este último foi ampliado e estradas como
a da Uva e do Vinho foram asfaltadas para escoar a produção
regional. O progresso dotou Petrolina de uma infra-estrutura
urbana, apresentando hoje uma taxa de urbanização
maior que 75%, e a transformando no pólo médico-hospitalar
e acadêmico, atendendo habitantes da região e
de outros estados.
Influenciando fortemente o crescimento econômico da
região, ao lado de Petrolina, vêm as cidades
de Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. A primeira apresenta
um crescimento de 10% ao ano, tendo em 2004 um PIB na ordem
de 270 milhões de reais, sendo o segundo maior da Região.
Possui mais de 34 empresas de cultivo de uva, empregando entorno
de 580 pessoas no setor.
O município de Lagoa Grande, conhecido em todo o Brasil
como a capital da uva e do vinho do Nordeste, encontra-se
a 54km de Petrolina e é o principal produtor de uvas
e de vinho do Estado. Possui uma produção anual
de 20,5 milhões de kg de uvas e de sete milhões
de itros de vinho, exportando parte deste volume para outros
países e diversos Estados brasileiros, movimentando
um negócio de, aproximadamente, 50 milhões de
reais. No município, existem cerca de dez vinícolas,
responsáveis pela geração de 10,5 mil
empregos. É o terceiro PIB da Região estando,
em 2004, na ordem de 120 milhões de reais.
A cultura do artesanato predomina em todos os municípios,apresentando
cada um suas particularidades locais ora em couro, ora em
madeira, barro ou pedra-sabão. Festas populares e religiosas
são outros atrativos bem como as feiras livres. A Festa
da Uva e do Vinho comemorativa à safra, em outubro,
tornou-se mais uma das atrações turísticas
da região tendo o enoturismo, atualmente, atraído
entorno de 2,5 mil turistas por mês.
Por todos os aspectos aqui mencionados, é que defendemos
a constituição de uma Região Metropolitana
de Petrolina congregando municípios de cultura e clima
comuns a um pólo de desenvolvimento econômico
e social, beneficiando todos os municípios aqui retratados,
seja nas questões fiscais, de transportes, detelecomunicações
e a tantos outros aspectos do desenvolvimento regional.
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