Terezinha Nunes - Deputada Estadual
   
 
 
 

Data: 01 de junho de 2010
Homenagem aos 40 anos do Grupo Nordeste

“A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo”. A frase do austríaco Peter Drucker, maior guru de administração do século XX, famoso pelas idéias modernas, arrojadas e inovadoras, resume bem a trajetória do grupo Nordeste Segurança de Valores, homenageado hoje por esta casa, ao completar 40 anos de sucesso e de bons serviços prestados aos pernambucanos e brasileiros.

O mesmo Peter Drucker, que tinha uma capacidade invejável de condensar, em frases curtas, verdades absolutas, afirmou certa vez: “Aqui estou com 58 anos de idade e não sei o que vou fazer quando crescer”. Ao ver seu Hilson de Brito Macedo aqui presente e a sua decidida vontade de continuar crescendo e se inovando, mesmo quando o corpo já não lhe garante a agilidade juvenil, dá para concluir que Drucker tem em Pernambuco um discípulo perfeito, mesmo já tendo completado muito mais do que 58 anos.

Funcionário público federal, inspetor de linhas telegráficas e ex-major do Exército, o que o tornou conhecido no meio dos amigos como simplesmente major, seu Hilson enxergou o futuro e o sucesso empresarial e profissional ao decidir em 04 de junho de 1970 criar as empresas Pernambuco Segurança de Valores e Ceará Segurança de Valores, dando origem ao Grupo Nordeste, formado hoje pela Nordeste Segurança, Transbank e Soservi.

O cenário estava posto e seu Hilson resolveu então criar o seu futuro. O decreto-lei federal nº 1034/69 acabara de regulamentar como privados o serviço de segurança e transporte de valores no Brasil, até então entregue – imaginem os senhores – à Polícia Militar e sujeito, como serviço público, não só a ser custeado pelos impostos pagos pela população como a sofrer as conseqüências da pesada burocracia governamental.

Ninguém podia imaginar que um serviço tão novo e tão desafiador pudesse ser oferecido por um grupo nordestino, mas o espírito empreendedor de seu Hilson não dava margem à duvida. Com o objetivo de crescer sempre, ele não mediu esforços, nem se abalou com a desistência de alguns sócios fundadores poucos anos depois de criado o grupo e pôs em prática na época o que se poderia chamar de uma grande ousadia. Apelou para todos os recursos de que dispunha e comprou quatro carros-fortes, só conhecidos por aqui através de imagens na TV, e os deixou expostos na praia da Boa Viagem para visitas. A novidade foi um sucesso para adultos e crianças. Uma cartada de mestre que lhe rendeu muitos clientes.

Em 1976, após seis anos, portanto, de muito trabalho, seu Hilson resolveu enfrentar uma resistência interna e colocou os filhos no negócio da segurança. O primeiro, Hilson Macedo Filho, então com 17 anos, assumiu a função de controlador da escala de funcionários da Nordeste Segurança. Não foi fácil, como conta hoje, lidar com os vigilantes só um pouco mais velhos do que ele. Na época alguns tentavam fugir da escalação para os finais de semana oferecendo-lhe presentes, estratégia que não funcionava, informa sua filha Cecília, que é gerente de marketing do grupo.

Já o filho Paulo Sérgio, sem dúvida o maior marketeiro da família, largou o emprego na área de manutenção e controle de qualidade da Microlite, onde estava há oito anos, para atender ao convite do pai e passou a trabalhar direto com os vigilantes, a fim de humanizar a relação destes com a empresa e com os clientes. Os outros dois filhos do casal, Hilze e Paulo Otávio, se juntaram ao grupo logo que tiveram idade.

Aos poucos, toda a família estava dedicada aos negócios e a então Pernambuco Segurança de Valores foi se expandindo. Em 1980, chegou a Alagoas e Paraíba e mudou o nome para Nordeste Vigilância de Valores. Muito espirituoso e questionado por um amigo sobre a nova sigla da empresa, a NVV, seu Hilson respondeu: “ela quer dizer Nós Vamos Vencer”. Tempos depois a empresa foi rebatizada e virou Nordeste Segurança de Valores. O mesmo amigo voltou a provocar seu Hilson, que deu outra versão para a nova sigla, a NSV – Nós Somos Vencedores.

Ele, sem dúvida, tinha razão. Em dez anos, a Nordeste já era uma empresa regional de porte, com atendimento em vários estados brasileiros.

Na mesma época nasceu a Transbank, com a função de operar sobretudo no sul do país e com a participação de um sócio também ousado como seu Hilson, o empresário Severino Mendonça. No final de 2004, o grupo adquiriu a maior empresa de segurança de valores da Região Norte, a Norsegel. Quatro anos depois, a alagoana Transforte. Este ano, a Nordeste adquiriu a divisão de transporte de valores da concorrente pernambucana Sena Segurança.

Ao mesmo tempo em que procura se expandir, o grupo também investe em tecnologia, capacitação de funcionários e conhecimento. Por isso procura arregimentar grandes executivos que possam contribuir com esta evolução. Um deles, Paulo Dalla Nora (atual sócio do Banco Gerador) trabalhou no grupo de 1995 a 2005 e ajudou a destacá-lo no cenário nacional após um período de estudos e aperfeiçoamento no Exterior.

Dependendo muito da mão-de-obra qualificada, a Nordeste é conhecida pelo tratamento dispensado aos seus funcionários. Há 15 anos na empresa, Randa Costa resume bem o perfil da Nordeste: “Ela consegue manter o lado humano e empresarial fortes ao mesmo tempo. A gente se sente em casa e sabe que sempre pode contar com a empresa”. Randa fala com a experiência de quem precisou se afastar em duas ocasiões por problemas de saúde e diz ter recebido todo o apoio necessário.

Com essas características, o grupo Nordeste se mantém hoje entre as três maiores companhias de segurança privada do Brasil. Atua em 15 estados, nas áreas de segurança eletrônica, patrimonial e pessoal; transporte de valores, processamento de valores: e mão-de-obra especializada. Atividades exercidas por mais de 23 mil funcionários, sendo 9 mil só em Pernambuco. Número considerável.

Considerável é também a relação dos seus clientes: 15 mil empresas públicas e privadas já foram ou são atendidas pelo grupo. Para quem na década de 70 se encantou com os quatro carros-fortes que seu Hilson exibiu em Boa Viagem, a Nordeste tem hoje 800. No ano passado seu faturamento atingiu os R$ 603 milhões só no setor de segurança.

Outros R$ 120 milhões foram faturados pela Soservi, fundada por dona Zélia há 37 anos, quando ainda havia um tabu muito grande com relação à mulher no mercado de trabalho. Dizem, aliás, que ela, vice-presidente do grupo, é tão ou mais ousada do que o marido.

Dona Zélia também era funcionária pública quando o marido iniciou o serviço de segurança privada no país. Trabalhava na área hospitalar e lá percebeu que existia uma necessidade de serviços de limpeza e conservação terceirizados. Com o mesmo espírito empreendedor e visionário, decidiu encarar o desafio. Hoje, a Soservi tem 7.500 funcionários e está presente em 12 estados e dona Zélia continua atuando para que o negócio caminhe sempre à frente do tempo. Recentemente, prometeu levar os serviços da Soservi para o exterior, transformando-a em uma empresa internacional. E não duvido disso.

Além de gerar emprego e renda em Pernambuco e no Nordeste, o grupo não tem se limitado à segurança e aos serviços. Tem, cada vez mais, patrocinado projetos e ações com foco na responsabilidade social.

Foi assim que nasceu o projeto Arte e Vida que oferece oficinas de arte, prática de esportes, noções de cidadania e serviços de saúde e higiene a 120 jovens entre 7 e 17 anos de comunidades de baixa renda do Recife, como Coque, Santo Amaro e Pilar. E ainda beneficia cerca de 600 familiares, por meio de ações que estimulam o resgate da cidadania.

Para comemorar os seus 40 anos, o Grupo Nordeste lançou a campanha “O Bem faz Bem”, estimulando as pessoas a promoverem boas ações, a fim de fortalecer os laços sociais. Mais uma iniciativa que mostra o compromisso que tem com o bem-estar do nosso povo.

Também está produzindo um livro contando a trajetória do grupo, destacando personagens que ajudaram e ajudam a escrever essa história, como o barbeiro Antônio, que começou na Nordeste pouco depois de sua inauguração, para cuidar dos cabelos e barbas dos funcionários e de tão elogiado despertou a curiosidade do presidente. “Eu quero ver se esse homem é bom mesmo”, disse Seu Hilson quando foi experimentar o trabalho de seu Antônio. Não deu outra. Até hoje é ele quem cuida do seu visual.

O trabalho contínuo e de sucesso da Nordeste, um orgulho, sem dúvida, para os pernambucanos, nos levam a encerrar a saudação desta noite, na qual falo em nome de todos os deputados desta casa que, por unanimidade, votaram a favor desta homenagem, usando uma frase do pensador com o qual iniciamos este pronunciamento. Peter Ducker dizia que "Eficiência é fazer as coisas bem feitas. Eficácia é fazer as coisas certas".

Parabéns ao grupo Nordeste por ter sabido combinar tão bem estas duas palavras - eficiência e eficácia - nos 40 anos de vida e de comemorações.

Muito obrigada.

   
 
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Jornalista responsável Margarette Andrea