Terezinha entrega documento ao governador
O JC de hoje publica informação da luta que a deputada Terezinha Nunes vem travando juntamente com representantes de várias entidades para garantir a autonomia da Chesf. Eduardo volta a discutir a Chesf Publicado no Jornal do Commercio em 07.05.2010 Ele vai conversar com Lula sobre a postura do presidente da Eletrobras, que descumpre ordens e não devolve a autonomia da estatal nordestina
A deputada Terezinha Nunes (PSDB) e representantes de entidades que estão contra o esvaziamento da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) entregaram um documento ao governador Eduardo Campos (PSB) com a finalidade de fazer as suas reivindicações chegarem ao presidente Lula. A entrega do documento ocorreu durante a solenidade de posse de dois membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no começo da noite de ontem. Ao receber o documento, o governador se comprometeu a levar a questão ao presidente. No documento, as entidades questionam porque até agora o governo federal não tomou qualquer iniciativa para que o ofício de nº605 do ministro Márcio Zimmermann saísse do papel. Assinam o documento os representantes da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), Instituto Ilumina Nordeste, entre outros. O ofício do ministro é do último dia 23 e cita diretrizes a serem tomadas no sentido de fortalecer a Chesf. Para isso, teria que ser feita uma mudança no estatuto da empresa, revogando as alterações realizadas na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de nº150 que retiraram a autonomia da estatal. Somente como exemplo das modificações feitas na AGE nº150, foi colocado um limite de R$ 22 milhões para a decisão local sobre as operações de empréstimos, prestação de garantias a financiamentos, contratos de obras, empreitada, fiscalização e suprimento. A partir desse valor, a decisão teria que passar pelo Conselho de Administração da Eletrobras, a dona da Chesf. O esvaziamento da Chesf vem ocorrendo desde 2008. A partir de março, foram realizados vários protestos contra a perda da autonomia da estatal. Os políticos que fazem oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) se apropriaram do discurso em defesa da empresa para criticar o governador e Lula. O presidenciável do PSDB, José Serra, afirmou que incluiria o tema na sua campanha eleitoral. A pressão política levou Eduardo a entrar em contato com Lula e até a criticar o esvaziamento da estatal. Logo depois, surgiu o ofício de Zimmerman. No entanto, um memorando assinado pelo presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz, distorceu o conteúdo do documento do ministro, alegando que não havia necessidade de mudanças. Isso levantou dúvidas sobre a aplicação prática do ofício do ministro. |