Terezinha Nunes - Deputada Estadual
   
 
 
 
 
publicada em 05-04-2010

"Escolas integrais de Eduardo parecem depósito de estudantes", diz Terezinha

Depois de visitar escolas de tempos integrais das gestões Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos, na semana passada, deputados da oposição se uniram, hoje, em plenário, para denunciar que o Programa de Escolas de Educação Integral do atual governo não passa de enganação, pois as instituições do atual governo mantêm os alunos presos em sala de aula, sem oferecer a estrutura e metodologia de ensino do projeto inicial.

 “Infelizmente fomos enganados. Quando assumiu, Eduardo Campos disse que manteria o Programa de Centros Experimentais e chegou a elogiar Jarbas, afirmando que esta era a iniciativa mais importante realizada na área de educação nos últimos tempos. Agora, divulga ter ampliado o projeto para 57 escolas, mas a concepção é muito diferente. As escolas de Eduardo Campos estão mais para depósito de estudantes”, declarou Terezinha Nunes, que levou o tema à tribuna.

 A deputada Miriam Lacerda registrou as inúmeras denúncias recebidas sobre a questão, constatadas durante a visita às escolas Ginásio Pernambucano e Renato Fonseca, a primeira da gestão Jarbas e a segunda, da atual gestão. “Uma aluna nos disse que o governo faz propaganda enganosa e professores lamentaram o descaso com uma iniciativa pioneira”, afirmou.

 Salientando a distorção que o programa sofreu no atual governo, o deputado Augusto Coutinho afirmou que o projeto de Jarbas foi construído de forma lógica, inteligente e se mostrou muito eficaz, ao contrário do que vem sendo feito agora. “Na escola de Eduardo que visitamos o calor era insuportável e os alunos passam o dia em sala de aula”, protestou.

 Já a deputada Jacilda Urquisa foi enfática: “Se é para ficar criando o tipo de escolas que vimos, melhor mandar fechar”, disse. “A concepção do programa é tirar os jovens das ruas e lhes dar oportunidade para competirem com igualdade no mercado de trabalho. Mas inaugurar uma escola sem laboratórios, sem livros, com péssima estrutura e merenda reduzida como vimos na Renato Fonseca, em Olinda, é brincadeira. Apelo para que o governo fiscalize e tome providências”.
 
 O deputado Edson Vieira reforçou que a concepção do governo sobre o programa está totalmente equivocada. Junto com os demais parlamentares, ele visitou as escolas Ginásio Pernambucano e Renato Fonseca, constatando que a situação da primeira era bem superior. O fato foi ressaltado por Terezinha: “No GP, 70% dos alunos foram aprovados no vestibular. Os resultados dessas escolas têm que ser acompanhados”.
 
 O modelo adotado em Pernambuco, na gestão passada, foi levado para o Ceará, Piauí, Maranhão , Minas e Sergipe. Bahia e São Paulo também estão aderindo ao modelo de gestão.

 
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Jornalista responsável Margarette Andrea