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Nascida na pequena cidade paraibana de Teixeira, Terezinha Nunes – filha de Agostinho Nunes da Costa e Maria do Carmo Nunes – mostrou gosto pelas palavras desde muito cedo. Aos sete anos de idade, lia para seu pai, à luz do candeeiro, as notícias do jornal A União, de João Pessoa. Essa desenvoltura verbal era um indício de que a pequena menina se tornaria uma grande jornalista e, na política, uma competente defensora dos mais carentes.
Aos 15 anos, matriculada no internato do Colégio Cristo Rei, na cidade de Patos, Terezinha enfrenta o primeiro trabalho “jornalístico” ao ser escolhida pela turma para escrever o jornal mural da escola, publicado semanalmente. Três anos depois, muda-se para o Recife e contra a vontade do pai, que a queria freira, presta vestibular para Jornalismo. Obtém a aprovação na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
Já na faculdade, Terezinha Nunes consegue um emprego como professora primária em uma escola pública. No segundo ano de estudos universitários, começa a exercer a profissão como estagiária do Jornal do Commercio para daí em diante seguir carreira pelos principais veículos de comunicação do país.
Ao mudar-se para São Paulo, na década de 70, para trabalhar no jornal O Globo, é constantemente vítima de discriminação por ser mulher e nordestina. Com bravura, ultrapassa todos os obstáculos e consolida-se entre os principais nomes do jornalismo nacional. Em 1975, a passagem pelo Sudeste chega ao fim e Terezinha volta ao Recife para trabalhar na sucursal da revista Veja.
Em 1983, em um ato de ousadia para uma nordestina à época, aceita o convite para ocupar o cargo de editora regional do Jornal do Brasil no Recife, onde fica até 1992. Um ano depois, Terezinha parte para mais um desafio e assume seu primeiro cargo executivo na Secretaria de Imprensa da Prefeitura do Recife a convite do então prefeito Jarbas Vasconcelos.
A parceria com Jarbas se estende até o Governo de Pernambuco. Inicialmente, Terezinha comanda a Secretaria Estadual de Imprensa. Em 2003, assume a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Projetos Especiais e dá novas provas aos pernambucanos de sua competência e responsabilidade.
Na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Terezinha Nunes implementa projetos inovadores nas áreas de Habitação, Trânsito e Transporte, Comércio Popular e Tratamento de Resíduos Sólidos. São exemplos de suas ações a retirada das kombis e vans que realizavam transporte clandestino na Região Metropolitana do Recife e o programa Porto Melhor, de reestruturação do balneário de Porto de Galinhas.
À frente da Secretaria, Terezinha também implanta o projeto Casa da Gente, escolhido pela Associação Brasileira de Cohabs (ABC) como uma das melhores iniciativas nacionais na área de habitação popular. Com isso, Pernambuco foi o primeiro Estado do Norte-Nordeste agraciado pela ABC. |
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Em abril de 2004, toda a dedicação de Terezinha Nunes a Pernambuco é reconhecida pela Assembleia Legislativa. Os parlamentares, em nome da população, concedem-lhe o título de Cidadã Pernambucana. O plenário da Assembléia fica repleto para acompanhar a sessão solene em sua homenagem. |
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Em 2006, licencia-se do Governo do Estado para concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa. Terezinha Nunes ganha as ruas com uma campanha bonita, ética e bastante popular, marcada pelo engajamento de jovens eleitores.
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Após ser eleita com 45.775 votos e obter o melhor resultado entre os candidatos do PSDB, assume seu mandato como deputada estadual em 1º de fevereiro de 2007. Na Casa de Joaquim Nabuco, é escolhida para ser presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e vice-presidente da Comissão de Educação, funções às quais foi reconduzida em 2009. |
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No Poder Legislativo Estadual, Terezinha Nunes teve aprovados projetos de grande destaque, a exemplo da criação da Data Magna de Pernambuco, escolhida por voto popular para ser representada pela Revolução de 1817, comemorada no dia 6 de março. Também é de autoria da deputada a lei que proíbe a construção de presídios em área urbana.
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Outra iniciativa sua é a Emenda a Projeto do Executivo que estabelece percentual de 1% dos 3% do ICMS sócio-ambiental destinados à segurança como incentivo a municípios que tenham ou venham a construir presídios. A unificação do recesso forense no Estado e o direito dos pré-vestibulandos à carteira de estudante e, portanto, ao pagamento da meia passagem e meia entrada em cinemas e shows também foram benefícios conquistados pela deputada.
Essas e outras ações que vêm sendo desenvolvidas em seu mandato mostram que Terezinha traz no legislativo a mesma marca de trabalho que sempre carregou ao longo de toda sua vida profissional no jornalismo e no governo: compromisso, competência e ética
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