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O "boom" de Gravatá
Artigo publicado no Diario de Pernambuco
Data: 16 de outubro de 2007
A interiorização do desenvolvimento, provocada pela duplicação da BR-232, demonstra, com base em dados recentes, que Gravatá é um dos municípios que mais cresce hoje em nosso Estado. A possibilidade de que Gravatá e Caruaru fossem, num primeiro momento, os mais beneficiados pela obra, nunca foi questionada. O primeiro, por ter um clima especial, vocação histórica para o turismo e por estar, há tempos, com baixíssimos índices de violência, algo salutar em Pernambuco. O segundo, por ser pólo do Agreste Setentrional.
Não demorou muito para que Gravatá, aonde a duplicação chegou mais cedo, mostrasse, em números, sua performance. E isto vem se dando em todas as áreas: no crescimento nominal do PIB, no aumento da renda per capita, na expressiva geração de empregos e no crescimento substancial da arrecadação do ISS e IPTU, fundamentais em um município em que o setor de serviços, com destaque para o turismo, tem especial importância.
De 2000 a 2004, Gravatá cresceu, em média, 13,6%. Mais que Pernambuco (13,2%) e o Brasil (12,54%), segundo levantamentos da agência Condepe/Fidem. O PIB per capita do município também ultrapassou os demais, atingindo 9,96 de crescimento médio no período, contra 9,41% de Pernambuco e 8,64% do Brasil.
Embora os dados de 2005 e 2006 ainda não estejam disponíveis, há comprovada perspectiva de que se revelem ainda melhores. As informações de diversas variáveis são muito animadoras. A infra-estrutura hoteleira do município cresceu 33% de 2000 a 2005, passando de 12 para 16 hotéis e de 718 para 904 leitos.
Ainda segundo a agência Condepe/Fidem, o número de empregos formais em Gravatá apresentou uma taxa de crescimento anual entre 2000 e 2005 de 9,48%, bem acima do Brasil (4,85%) e de Pernambuco (4,41%). Em um País onde o desemprego é um problema que só faz se agudizar, este índice de Gravatá seria absolutamente impensável pouco tempo atrás. Destaque-se, como prova de que a estrada teve mesmo um peso fundamental no atual momento vivido pelo município, que entre 2001 e 2002, quando a BR-232 estava em construção, o crescimento do número de empregos chegou a 19,22%.
Concluída a obra, a possibilidade de um deslocamento rápido entre Gravatá e Recife levou aquele município a observar um incremento exponencial do número de condomínios. Em 2001, foram concedidas licenças para a construção de 12 condomínios. A cada ano o número foi aumentando, chegando a 55 em 2005.
O crescimento dos indicadores econômicos se revelou de forma expressiva na receita tributária municipal, como apontam os dados obtidos junto à Prefeitura. Ela mais que duplicou em cinco anos. Era de R$ 2 milhões em 2000 e chegou a R$ 4 milhões e meio em 2005. Atingiu uma taxa média anual de crescimento de 16,2%, infinitamente maior que a do Brasil no período, que foi de 1,51%, a do Nordeste (2,71%) e a de Pernambuco (2,62%).
Nos três últimos anos essa tendência ficou ainda mais patente, o que só faz aumentar o otimismo em relação ao futuro. No período de janeiro a abril de 2005, a arrecadação do IPTU do município chegou aos R$ 327 mil, mais que triplicando quando comparada ao mesmo período de 2007, quando chegou a R$ 1 milhão e 175 mil. Já a receita de ISS duplicou no mesmo período.
Ainda há muito por fazer, evidentemente, mas Gravatá, sem sombra de dúvida, deu um salto nos últimos anos, animando investidores e aumentando a perspectiva de melhorias para sua população. Isto, evidentemente, vai também depender do apoio que for dado ao município em termos de novos investimentos, sobretudo no setor de turismo, que, como está comprovado, é a sua principal vocação, nos dias atuais.
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