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Pernambuco: nova era
Artigo publicado no Blog da Folha de Pernambuco (www.blogdafolha.com.br).
Data: 03 maio de 2007
Há oito anos, Pernambuco vivia uma crise jamais enfrentada
antes em sua história. A falta de auto-estima da população
coincidia com sérias dificuldades econômicas,
gestão desastrada das finanças públicas,
ao ponto de o Estado ficar sem pagar até três
folhas de pessoal – fato inédito – e uma
infra-estrutura defasada, incapaz de atrair qualquer tipo
de investimento.
Uma gestão responsável do Estado e mais a venda
do nosso principal ativo à época – a empresa
de eletricidade Celpe – fizeram com que chegássemos
hoje a um patamar que nos coloca na vanguarda da atração
de grandes investimentos, recuperando a nossa auto-estima
e dando alento e esperança aos nossos milhares de jovens,
antes jogados à própria sorte em termos de futuro.
Nos últimos anos, crescemos mais que o Nordeste e que
o Brasil.
Não estamos no paraíso, é verdade, mas
avançamos muito. Os recursos com a venda da Celpe foram
essenciais nesse processo. E me deteria, para não ser
enfadonha, em apenas dois deles: na recuperação
e no up grade da nossa infra-estrutura e nos grandes programas
que consolidamos e/ou iniciamos através de financiamentos
internacionais.
Na infra-estrutura, houve uma verdadeira revolução.
A duplicação da BR-232, a triplicação
da PE-15 e mais de mil quilômetros de novas estradas,
quase todas estruturadoras como a da Uva e do Vinho e a do
Gesso, só para citar essas, levaram o interior do Estado
a experimentar níveis de crescimento antes impensáveis.
Para se ter uma idéia, enquanto nos períodos
anteriores a Região Metropolitana inchou, nesses oito
anos, enquanto ela crescia como um todo 2,5%, o Pajeú,
hoje com todos os municípios ligados por asfalto com
as cidades de Estados vizinhos, cresceu 6,2%, e a região
do São Francisco cresceu 5,8%. Das 12 micro-regiões
do Estado, oito cresceram mais do que o Grande Recife.
Os investimentos em Suape, a construção de
um novo Aeroporto, o PÓlo de Informática, permitiram
que nós pudéssemos começar a comemorar
a vinda para cá de um Estaleiro, Refinaria e do Polo
de Poliester, para citar só esses, que jamais aportariam
por aqui não fossem as condições de infra-estrutura
e logística encontradas. Enquanto dependemos de decisão
política para obter essas conquistas ficamos a ver
navios.
Os recursos da Celpe permitiram ainda que o Estado saísse
do marasmo no que se refere aos financiamentos internacionais.
Há oito anos, contávamos com apenas US$ 30 milhões
de dólares do Prorural, em projetos internacionais.
Com nossa capacidade de pagamentos recuperada, estamos com
investimentos garantidos agora de US$ 500 milhões no
Prorural (Renascer), Promata, Prometrópole e Prodetur.
Todos financiados pelo BID e BIRD.
Deixamos de andar de cabeça baixa. Hoje, nos orgulhamos
dos avanços e das boas notícias em termos de
investimentos e perspectiva de geração de empregos.
Muito ainda está por fazer. Não é fácil
superar por completo décadas de descaso e desconsideração.
Mas, a partir de agora, as condições estão
criadas para que as nossas carências possam ser melhor
trabalhadas e superadas. Pernambuco é outro. Agora
tem jeito.
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